12.9.06

(In)fidelidade

Há dias um amigo dizia-me que não acredita que existam homens 100% fiéis! Indignei-me e contrapus, dizendo que acredito que existem, claro que sim!
Mais, tenho a convicção de que nunca fui traída (pode ser uma ilusão, admito, mas acredito nisso convictamente e sem qualquer razão para não o fazer!)
Esse amigo diz que a Mulher pode até ser fiel uma vida inteira, já o Homem ele acha pouco provável ou quase impossível, é só uma questão de oportunidade (ou da falta dela)…

Devo dizer que “odiei” ouvir este discurso… Até porque vem de alguém na casa dos 40, como uma experiência de vida alargada e mais, com muito convívio com outros homens por razões profissionais… Logo, o meu “ódio” veio do facto de ter que dar alguma sustentabilidade aquela opinião…

Ainda que os recentes estudos sobre esta matéria revelem um aumento de traições praticadas pelo sexo feminino, explicadas pela emancipação da Mulher, etc, etc, blá, blá, blá… Mas, esse meu amigo rematava a nossa conversa, com um argumento que para mim foi suficiente para “fechar a loja”! Dizia ele:
“Sabes, os Homens nunca estão satisfeitos com o que têm, querem sempre mais e/ou melhor!”

E não é que acho que ele tem razão?... De facto creio que as Mulheres quando apaixonadas investem total e “cegamente” numa relação, naquele homem! Sem pensar que poderia até haver um outro melhor! Já eles, quantas vezes dizem que não querem casar porque… “Imagina que caso com esta, e depois conheço outra melhor?!”

Certo é que pessoalmente preferia pensar como antes…!

4 Comments:

Blogger sónia said...

E eis que a dúvida se instala: serei um homem?!

quarta-feira, setembro 13, 2006 9:13:00 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

"Serei certamente de carne, de impulsos e de erros, muitos deles cometidos em prol da lúxuria...
Contudo, sei que serei também um Homem arrependido eternamente por ter trocado os afectos e a compatibilidade emocional, por noites de cama...
A beleza é uma propriedade da alma e não das curvas...
Com o tempo inevitavelmente, percebemos isso, e quem não o percebe também não se pode dar por infeliz, é o caminho que escolheu..
Sinceramente, a fidelidade não tem sexo...
Sinceramente, a ilusão também não tem sexo..
Bjs;

ThE roCker

quinta-feira, setembro 14, 2006 11:11:00 da manhã  
Blogger blue kite said...

Já pensei como tu no teu "antes" e agora penso como tu no teu "agora".

Acho que foi a passagem do meu romantismo para o meu realismo. Custou um bom bocado. Mas sou mais feliz.

quinta-feira, setembro 14, 2006 8:05:00 da tarde  
Anonymous MIB said...

A infidelidade é um assunto complicado, principalmente quando procuro dar razões para que ela possa acontecer. Por uma razão muito simples de esclarecer até: na minha opinião a infidelidade deve-se a uma instabilidade emocional, de não sabermos o que queremos nem o que serve para nós; muitas das vezes de falta de confiança em nós próprios, de auto-estima, de não sabermos se aguentamos uma perda e não pudermos fazer nada para nos “vingar” (talvez a palavra seja um pouco forte).
Passo a explicar. Sou muito terra-a-terra nas questões amorosas apesar de não o dar a entender, mas sei que o sou porque o meu caminho assim o obrigou (como acho que acontece a toda a gente que assim se considere). Penso que se deve a minha idade e ver como são as relações da minha geração. No entanto o facto de grande parte serem puramente superficiais, físicas (as tais open relationship) acho que o respeito se deve ter com toda a gente, nem que seja só pelo facto de terem reparado em nós e nos terem achado interessante de algum modo. Mais ainda: chega entretanto a uma altura em que, quando são esses os nossos envolvimentos, olhamos para trás e constatamos que não fomos capazes de ser fazer alguém realmente FELIZ (feliz, feliz, não é feliz de “ok, ontem passámos um bom bocado!”) nem experimentámos o que é ser feliz com alguém de modo despreocupado, sem pensar quem vai por primeiro um término à relação e de que modo, que não nos podemos deixar tomar pelos sentimentos porque não queremos ser passados para trás ou, simplesmente, não deixarmos que a outra pessoa se farte porque saltamos do barco antes que tal aconteça. Mesmo que venhamos a sofrer (vale mais evitar que remediar).
Sei que escrevi um pouco demais mas é um assunto que me toca. As vezes não é a infidelidade que mais me escandaliza mas sim a falta de respeito por aqueles que de uma maneira ou de outra fazem parte da nossa vida. E sei também que às vezes que não o fazemos com o intuito de magoar, escolhemos apenas o caminho mais rápido e mais simples, sem consequências à partida.

sexta-feira, setembro 15, 2006 3:46:00 da tarde  

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