9.2.06

Para aqueles que me enchem a alma!

Soneto do amigo

Enfim, depois de tanto erro passado
Tantas retaliações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.

É bom sentá-lo novamente ao lado
Com olhos que contêm o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo.

Um bicho igual a mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com o meu próprio engano.

O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica...


Vinicius de Moraes
(Los Angeles, 07.12.1946; in Poesia completa e prosa: "Poesias coligidas")

Tão liiiiiiindas!!!! ("sócias": boooolso! :)))

3 Comments:

Blogger Fogareiro said...

Assim é que é...viva a "mine" Sagres e a alegria.

sexta-feira, fevereiro 10, 2006 9:17:00 da manhã  
Anonymous Nuno Vital said...

São lindas sim senhor. Especialmente a "mexicana". eheheh

sexta-feira, fevereiro 10, 2006 11:19:00 da manhã  
Blogger River said...

Ora bem Fogareiro!!! Ora bem!!!
Viva a "mine"!!! :)

Oh Vital, tão queridoooo!!!
Fica-te bem, sim senhor!!!
Lindooooos! ;)

beijinhos

sexta-feira, fevereiro 10, 2006 1:01:00 da tarde  

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